K2 – João Garcia conquista o cume do K2 no Pasquistão

Posted: Julho 20, 2007 in Desporto Geral, Noticias Gerais

 João Garcia subiu ao cume do K2 uma montanha do Paquistão,
É o segundo pico mais alto do mundo, depois do Monte Everest, com uma altitude de 8611 metros.

O 9º cume, mais de 8000 metros!

16h10, 20 de Julho de 2007, cume do K2, 8611m

“Só posso dizer que havia neve pela coxa, sem a ajuda dos que vieram à frente, com oxigénio artificial, não sei se teria chegado aqui acima!” Voz cansada e ofegante pelo ar rarefeito, na primeira comunicação rádio. Vinte minutos depois de atingir o K2, João Garcia resume 15 horas de difícil ascensão desde o Campo 4 até ao topo da segunda montanha mais alta do mundo.

“Esta volta a ser a prova que não se desiste à primeira! Estou estoirado, mas feliz, vou descer, dormir ao Campo 4, onde o Amin está à minha espera, a ‘fazer líquidos’. Espero estar aí abaixo no fim-de-semana!” Às oito da noite, já no conforto relativo da tenda, João comunica que bebe o máximo para compensar a desidratação do dia de cume – oito litros é a perda corporal calculada pelo esforço físico de 24 horas a uma altitude onde há apenas 30 por cento do oxigénio respirado ao nível do mar.

No acampamento base (5100m), nem todos celebram o dia mais longo e angustiante das últimas semanas, iniciado 16 horas antes, infelizmente, de maneira trágica! Na expedição masculina coreana, chora-se a morte de Nima Sherpa. À vista dos alpinistas que iniciavam a ascensão do Campo 4 para o cume – era meia-noite -, o carregador de altitude nepalês deu um passo em falso e uma queda fatal de centenas de metros pela face sul da montanha.

De nada valeu a reacção rápida de outro sherpa e de um alpinista italiano que tentaram estender a mão; o acidente provocou natural consternação, levou os coreanos, homens, a voltar para trás.

Fortemente afectado pela desgraça testemunhada, Amin, o companheiro de escalada de João, preferiu também desistir. A tragédia acabou por unir os restantes alpinistas. Montanha acima, numa verdadeira cooperação internacional, o grupo de 20 alpinistas levou quase dez horas de esforço contínuo para ultrapassar o difícil Bottle’s Neck – o Gargalo de Garrafa, a 8000 metros, passagem de 80 a 90 graus de inclinação, antes do planalto que leva ao cume. A esta altitude, a progressão é, no máximo, de cem metros por hora!

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